
Tira a máscara que cobre o seu rosto, se mostre e eu descubro se eu gosto do seu verdadeiro jeito de ser.
Foi com essas palavras que a cantora Pitty chegou ao topo das paradas musicais. Enfatizando que cada um de nós devemos ser nós mesmos, a música Máscara mostra que devemos mostrar nosso verdadeiro jeito de ser. Mas será que todos são assim mesmo?
Estar feliz entre amigos e chegar em casa de cara amarrada não é privilégio de poucos. Na verdade, é até mais comum do que se possa pensar, encontrar quem no dia-a-dia trate aos seus como se não fossem dignos de qualquer forma de respeito e afeto. O que leva a dúvidas, se a pessoa está a usar máscara, dentro ou fora de casa.
O fato é que somos “moldados” pelos relacionamentos e expectativas familiares, pelas instituições religiosas e convenções sociais. Tudo isto é responsável para que nossa forma de se comportar seja adaptada e aceita pela sociedade; com isto algumas características pessoais sem sempre encontram espaço para seu desenvolvimento.
Muitas vezes, potencialidades altamente desejáveis não se encaixam nas expectativas e desejos familiares e são repudiadas, como talentos artísticos em famílias que valorizam carreiras como medicina, engenharia ou política, por isso as pessoas adotam fachadas (máscaras), formas de agir e se comportar que não condizem com o que elas de fato são.
Por outro lado, quem só consegue ser o que é quando está entre amigos e/ou familiares íntimos sofre com insegurança. Algo que na minha opinião é superado em ambientes familiares e com amigos por oferecerem a segurança não encontrada em outros locais, nos quais os relacionamentos são mais distantes e menos afetivos. Ali, a pessoa se sente à vontade para apresentar os aspectos considerados negativos ou sobre os quais tem dúvidas se serão aceitos, é necessário confiar naqueles que nos rodeiam.
E o autoconhecimento?
Quando nos conseguimos “desarmar” e ouvir aqueles que são mais próximos e temos maior intimidade (sem interpretar essas observações como críticas destrutivas), evidentemente que só temos a ganhar. No cotidiano, a tendência é se defender daquilo que não gostamos de ouvir/ler; por isto a psicoterapia como método impessoal é importante forma de se autoconhecer, pois essas influências podem ser neutralizadas.
Todos nós temos um dom único que confere significado e objetivo à nossa vida. A alegria e o sucesso verdadeiros continuarão a nos escapar, a menos que usemos esse dom para nos tornarmos quem nascemos para ser.
Citando a música Idéias Falsas, da banda Fake Number (Um dia as máscaras caem, a verdade sempre aparece) e acerca de Máscara, da Pitty: (O importante é ser você, mesmo que seja estranho. Seja você mesmo que seja bizarro, bizarro, bizarro); eu concluo por aqui.
By: IndelévelBoy.blogspot.com